Pois vou invocar o nome do SENHOR: Engrandecei o nosso Deus!
Ele é o Rochedo! Perfeita é sua obra, e justos todos os seus caminhos!
É o Deus fiel, sem falsidade! Ele é justo e correto.
Pecaram contra ele, não são seus filhos, mas degenerados, geração depravada e perversa.
É assim que agradeceis ao SENHOR, povo louco e insensato?
Não é ele o pai que te criou? Quem te fez e te formou?
Lembra-te dos tempos antigos, considera os anos de cada geração!
Pergunta a teu pai e ele te ensinará, a teus avós e eles te dirão.
Quando o Altíssimo distribuiu a herança entre as nações, quando espalhou o gênero humano, fixou os limites dos povos segundo o número dos filhos de Israel.
Pois, propriedade do SENHOR é o seu povo, Jacó, a parte que lhe cabe.
Em terra deserta o encontrou, na vastidão ululante do deserto.
Cercou-o de cuidados e o ensinou, guardou-o como a menina dos olhos.
Qual águia que desperta a ninhada, esvoaçando sobre os filhotes, também ele estendeu as asas e o apanhou e sobre suas penas o carregou.
Somente o SENHOR o guiava, nenhum outro deus estava com ele.
Ele o fez montar as alturas da terra, alimentou-o com os produtos do campo; ele o fez sugar mel dos rochedos e azeite de pedra duríssima.
A nata das vacas e o leite das ovelhas, a carne gorda de cordeiros e carneiros, dos touros de Basã e dos cabritos, com a flor do trigo.
Bebeste o sangue da uva, a bebida espumante.
Jerusn engordou e deu coices - ficaste gordo, robusto e recalcitrante.
Voltou as costas a Deus, seu Criador, e desprezou o Rochedo que o salvou.
Provocaram-no com deuses estrangeiros e o irritaram com abominações.
Sacrificaram a demônios, que não são deus, a deuses que não haviam conhecido, deuses novos, recém-chegados, que vossos pais não veneravam.
Desprezaste o Rochedo que te gerou, esqueceste o Deus que te criou.
E o SENHOR viu e se irritou, aborrecido com seus filhos e filhas.
E disse: "Esconderei deles meu rosto, e verei qual será seu fim. Pois são uma geração perversa, filhos sem lealdade.
Eles me provocaram com coisas que não são deus, irritaram-me com seus ídolos. Também os provocarei com quem não é povo e os irritarei com gente insensata.
Já se inflamou o fogo de minha cólera, que arderá até o Abismo profundo, devorará a terra com seus produtos e consumirá os fundamentos das montanhas.
Acumularei desgraça sobre desgraça, contra eles lançarei todas as minhas flechas.
A fome os consumirá, serão devorados pela febre e por uma peste mortal; enviarei os dentes das feras e o veneno das serpentes que se arrastam na poeira.
Fora os matará a espada e, dentro de casa, o terror, tanto o adolescente como a jovem, o menino de peito como o ancião.
Já teria dito: vou exterminá-los de todo, vou riscar a sua memória dentre os homens, se não fosse pela arrogância dos inimigos, pois seus perseguidores ficariam vaidosos e diriam: "A nossa mão venceu; não foi o SENHOR quem fez tudo isso!"
É gente que perdeu o juízo, a quem falta o conhecimento.
Se fossem sábios, compreenderiam e discerniriam o que os espera.
Como é possível um só perseguir mil e dois pôr em fuga dez mil, se o seu Rochedo não os tivesse vendido e o SENHOR não os tivesse entregado?
Pois o rochedo deles não é como o nosso Rochedo; os próprios inimigos o podem confirmar.
Suas videiras são mudas de Sodoma, provenientes dos campos de Gomorra; suas uvas são grãos venenosos, seus cachos são amargosos.
Veneno de dragão é seu vinho, veneno mortal de víboras.
Eis o que está guardado comigo, selado entre meus tesouros:
A mim pertence a vingança e a recompensa, no tempo em que seus pés resvalarem. Pois o dia da ruína se aproxima, e já está perto o que os espera".
Pois o SENHOR tomará a defesa de seu povo e terá compaixão de seus servos, vendo que se esvaiu o seu vigor e desfalecem escravos e livres.
Então dirá: "Onde estão os seus deuses, o rochedo a que se recolhiam?
Os que comiam as gorduras de suas vítimas e bebiam o vinho de suas libações? Levantem-se agora e vos socorram e sejam vossos protetores!
Vede pois que eu, e só eu sou Deus, e não há outro Deus além de mim. Eu causo a morte e restituo a vida, sou eu que firo e sou eu que curo. Não há quem liberte de minha mão.
Levanto a mão para o céu e juro por minha eternidade:
Quando afiar o gume da espada e tomar em mãos o juízo, tirarei vingança de meus inimigos e retribuirei aos que me odeiam.
Embeberei de sangue minhas flechas e minha espada se fartará de carne, do sangue dos mortos e dos cativos, das cabeças dos chefes inimigos".
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